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16/01/2008


Empresas de Guaxupé/MG
participam da Couromoda 2008


Seis fábricas de Guaxupé lançam suas coleções outono/inverno na Couromoda 2008, de 14 a 17 de janeiro, em São Paulo, Brasil.
A estratégia faz parte do projeto de reposicionamento do setor apoiado pelo Sebrae Minas há três anos. “A ênfase em novos solados e um maior cuidado nos acabamentos foram primordiais para conseguirmos um produto mais refinado e com maior valor de mercado. Trazemos três novos modelos por empresa, aumentando, assim, nossa gama de produtos”, explica o estilista Walter Rodrigues, que acompanha as empresas desde o início do projeto.

Segundo o estilista, a Couromoda funciona com uma vitrine para o grupo, que participa de ações para melhorar a gestão dos negócios e a qualidade dos produtos. “Nesta coleção buscamos evidenciar a importância dos acabamentos, das cores e da identidade de cada empresa. Temos um conjunto coeso que possibilita que a marca de cada fábrica seja reconhecida”, avalia Walter Rodrigues.

“O projeto estimula a criatividade e a inovação nas empresas”, comenta o empresário José Donizete Pires, dono da Speed Horse e presidente da Associação do Setor Calçadista de Guaxupé (Associg). “Em dois anos progredimos em conhecimento de modelagem e tecnologia, aumentamos a produtividade, reduzimos o desperdício, investimos na formação de mão-de-obra e em novos mercados”, avalia o empresário.

Com 14 funcionários e 13 anos de mercado, a Speed Horse mostra na Couromoda um sapato social masculino e dois femininos. É uma aposta inovadora da empresa, que tem 50% da produção concentrada na linha rural. “Estamos recomeçando, temos um novo norte”, resume Pires.

O empresário Odilon dos Anjos Couto, expõe pela primeira vez na Couromoda, onde apresentar oito modelos de sandálias. “Trabalhava apenas com o couro, mas o Walter me propôs uma linha de sintéticos”, conta. Proprietário da Natabru Calçados, Odilon frisa que o projeto possibilitou maior organização dos processos, aumento da produtividade e melhoria dos produtos. “Só conseguia vender para lojas pequenas. Hoje meu produto está em lojas de shoppings do interior de São Paulo”, comemora o empresário. Com uma produção de 250 pares/dia e nove funcionários, Odilon adianta que a coleção é o primeiro passo para o desenvolvimento de uma nova linha. "Meu objetivo é produzir o scarpin, um calçado feminino mais fino”, conclui.

A expectativa de alcançar outras camadas de público anima também o empresário João Vitor Prince, da Calçados JVP. Há 18 anos no ramo, com 22 funcionários e uma produção de 400 pares/dia, João Vitor participa pela segunda vez da feira. “Dividimos os custos de desenvolvimento dos produtos, recebemos consultorias gerenciais e agora vamos buscar um novo mercado. Temos produtos melhores que vão nos render uma margem de lucro maior”.

Quem também está na feira é a Arpé Calçados, que apresenta três modelos masculinos: uma sandália, um sapato social e uma bota. Uma inovação é a palmilha costurada no couro, ao invés de ser colocada na fôrma. “O sapato fica mais bem acabado e ainda temos uma economia de material e mão-de-obra em torno de 6%”, explica Érika Silva, proprietária da marca.


Pólo calçadista de Guaxupé*
Empresas - 140 fábricas e três curtumes de médio porte
Empregos - 4,5 mil diretos
Produção - 30 mil pares/dia
*Fonte: Associação do Setor Calçadista de Guaxupé (Associg)

Projeto Calçados em Guaxupé
Sebrae-MG - Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais
Fiemg - Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais
Assintecal - Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos
Cetec - Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec)
Progex - Programa de Apoio Tecnológico à Exportação
Associg – Associação do Setor Calçadista de Guaxupé

 
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