Sala de Imprensa página inicial | voltar

11/01/2009

Calçado, um desejo ainda possível

Os sapatos - artigos de menor valor, mas de excelente apelo fashion para a quase totalidade das mulheres brasileiras - poderão saciar o desejo de compra dos consumidores em 2009, tendo em vista as restrições de crédito que se anunciam para a aquisição de produtos mais caros, como eletroeletrônicos, automóveis e outros.

A demanda de calçados para 2009, segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Componentes para Couro e Calçados (Assintecal), Luís Cláudio Amaral, deverá ser favorecida pela manutenção das atuais condições de pagamento oferecidas aos consumidores, ao contrário de outros produtos, cujo parcelamento vem sendo reduzido.

Em seu planejamento estratégico para 2009 a entidade prevê um aumento de 10% na produção brasileira de calçados. Amaral ressalta que o Brasil dispõe de indústrias com grande capacidade tecnológica e flexibilidade para atender às necessidades de mercado, tanto interno quanto externo. “Com isso, os lojistas poderão retardar as compras e minimizar os riscos, recebendo os produtos na hora em que necessitarem e com o preço ajustado ao momento”.

Oportunidades na crise
Crises econômicas como a que o mundo enfrenta atualmente, sempre representam uma oportunidade de mudança e obrigam as empresas a planejarem suas atividades. Embora não se saiba ainda em que dimensão estas mudanças atingirão o país, Amaral vê nas dificuldades uma grande oportunidade de crescimento da produção de calçados.
“O Brasil possui um cluster calçadista sem similar em nenhuma outra parte do mundo.Temos inteligência, capacidade ociosa de máquinas e mão-de-obra e, sobretudo, grande oferta de insumos de produção, o que é fundamental para suprir o mercado. Isto, sem dúvida, nos dá condições de produzir mais e ocupar espaços em todo o mundo”, enfatiza o presidente da entidade.

Mais consumo de calçados
Estudo feito pela Unido, segundo o presidente da Assintecal, prevê a elevação do consumo per capita em nível mundial de 1,9 para 2,5 pares nos próximos cinco anos, o que significará um aumento da ordem de 6 bilhões de pares. Esta projeção obrigará a uma revisão na atual estrutura mundial de produção e há boas chances de que o incremento ocorra fora da China, que aparentemente atingiu seu limite de produção (9 bilhões de pares ao ano).
Além disso, países na Ásia e África que começam a ganhar espaço como produtores de calçados não terão condições de atender ao aumento previsto da demanda, principalmente devido à falta de insumos. O Brasil, neste cenário, poderá ser favorecido tendo em vista o seu sistema produtivo e a grande disponibilidade de componentes. “Trata-se de um momento especial para o Brasil. Se tivermos sorte e pudermos fazer uso de todas as nossas vantagens competitivas, certamente vamos crescer nos próximos anos”, acentua Amaral.




envie este texto
para um amigo
versão para impressão