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11/01/2009

Distribuição e estoque foram
temas do Congresso do Calçado



A segunda parte do 13º Congresso Brasileiro de Calçados, realizado hoje (11 de janeiro), em São Paulo, teve como tema principal “Política de vendas das fábricas – distribuidores e Gestão do estoque no varejo: giro, rentabilidade e Mark-up”. Os debatedores discutiram pedidos mínimos, distribuidores regionais, prazo para estoque, outlets, entre outros.

Indagado sobre a implantação de distribuidores no Brasil, Marconi Matias dos Santos, diretor superintendente da rede de lojas Itapuã (ES) e presidente da ABLAC, acredita que esta não é uma solução viável para o nosso país. “O conceito de distribuidor que existe nos EUA é impraticável no Brasil. Os EUA não produzem como nós, que temos uma indústria competente e estrutura de serviços. Outra invenção deles que não vinga no Brasil são os Outlets. Lá os shoppings de outlets são sucesso.”

Já com relação ao tema de pedidos mínimos em valores por linha, o diretor da rede de lojas Adélia Calçados (RS), Luiz Fernando Huttner, ressaltou que não tem enfrentado problemas com essa “exigência”. “Mas o conceito do bom atendimento vale para todos. Se não estiver sendo bem atendido, troque de fornecedor”, disse.

Sobre o mesmo tema, o diretor comercial da Calçados Sândalo (SP), Alexandre Maniglia Brigagão, afirmou que também não enfrenta esse tipo de problema com os pedidos mínimos. “Não vejo a quantidade exigida como abusiva”. Brigagão falou ainda sobre o custo da liquidação e que ele tenta estabelecer parcerias com alguns clientes em produtos inovadores. “Não é uma política.

Mas se é um produto diferente, inovador, podemos fazer uma parceria saudável com clientes para promoções e liquidações.” Estoque de giro foi o assunto abordado por Claudir Jose Dullius, proprietário da rede de lojas Dullius (RS). Ele afirmou que trabalha atualmente com 100 dias para giro de estoque, mas que a meta é chegar nos 75 dias. “O estoque é o combustível da loja. Tem que ser trabalhado com gerenciamento e planejamento.”

Encerrando o debate, o tema discutido foi prazo médio de entrega de mercadorias. O industrial Almir dos Santos, diretor presidente de Suzana Santos Calçados (SC), o prazo normal de entrega é de 30 a 40 dias. Já os produtos de inverno, costumam ter prazo de 90 dias. “20 dias é muito difícil”.

Já o lojista Imad Esper, diretor comercial da rede de lojas Savan (GO), disse que os pedidos se forem entregues com mais agilidade, o lojista consegue visualizar a venda melhor. “Se quisermos comprar novamente, perdemos o tempo da reposição. Comprar com prazo bem curto de entrega seria ideal.”




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