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16/06/2010
A Assembléia anual da ANCI apresentou os dados referentes ao ano de 2009 no setor de calçados da Itália Segundo as informações, a produção caiu 12,1% em volume, chegando a 198 milhões de pares, enquanto em valor a queda foi de 11,6% para um total de 6,5 bilhões de euros. Para um setor que exporta 80% da produção, percebe-se que a veloz desaceleração dos mercados internacionais provocou um verdadeiro terremoto. As exportações depois do bom biênio 2006-2007 (respectivamente + 6,3% e + 6,2% em valor) e da substancial estabilidade de 2008 (+0,5%), apesar do contexto já difícil, apresentaram em 2009 uma queda de 13,3% em volume e 15,9% em valor. Trata-se da queda mais consistente em termos percentuais, desde 1980 quando se vendeu ao exterior 192,3 milhões de pares pelo valor de 5,8 bilhões de euro, os níveis em valor de 1999. Todos os índices conjunturais apresentaram resultados negativos. As dificuldades, tanto do mercado europeu como do italiano, foram evidentes também nas importações: em 2009 a importação registrou uma desaceleração de 12,1% em volume, caindo para 309,9 milhões de pares (42,7 milhões a menos que em 2008), à qual correspondeu uma queda de 5% em valor. A redução afetou todos os principais parceiros, especialmente os primeiros três países fornecedores: China (-18,2%), Romênia (-11,6%) e Vietnã (-24,9%).A diminuição das quantidades foi, sobretudo, do colosso chinês, onde o aumento do preço médio de importação foi na ordem de 8,2%, dado que deve levar em conta o fato de que o chinês é o preço médio de importação mais baixo entre os principais fornecedores (4,55 euros o par). "Há vários anos, estamos trabalhando com a ANCI, juntamente com outras associações de categoria italianas de muitos setores industriais e com as associações europeias correspondentes, pela aprovação de uma lei que regulamente a obrigação da etiquetagem de origem. Nosso objetivo hoje é reabrir um dossiê iniciado há mais de cinco anos para a aprovação do Regulamento Europeu da Etiquetagem de Origem Obrigatória, que em outubro próximo deverá ir a votação no Parlamento Europeu. Atualmente, mais que no passado, consideramos esta lei fundamental, porque ela valoriza e evidencia as escolhas das empresas. Se já tivéssemos esta lei no momento, haveria mais clareza no mercado e os consumidores poderiam perceber quem se aproveita dos baixos custos de produção, não para oferecer produtos mais competitivos, mas para aumentar suas próprias margens de lucro”, disse Vito Artioli. 2010 mostra sinais de recuperação Os dados dos primeiros meses de 2010 confirmam que as perspectivas de recuperação devem vir dos mercados que apresentam maior crescimento. O consumo interno, que em 2009 manteve substancialmente sua posição com flexões de 1,2% em quantidade e 0,7% em valor (no total 191,5 milhões de pares e 3,54 bilhões de euros), apresentou resultados em queda de 1,5% em volume e 3,2% em valor no primeiro bimestre de 2010. O dado sobre os mercados externos é, no entanto, mais reconfortante. Depois que o mês de novembro de 2009 registrou uma sensível freada na queda e o mês de dezembro apresentou, pela primeira vez desde o início do ano, um sinal positivo, o primeiro bimestre mostrou uma exportação quase estável em quantidade (com redução de 0,1%), embora diante de uma queda de 9% em valor. A contração, porém, pode ser atribuída à queda de 8,9% no preço médio devido não somente à compressão das margens das empresas, mas também a um efeito cambial para os mercados nos quais o preço é fixado em dólares. Leia Tambem: • Presidente da Couromoda fala sobre o mercado brasileiro na assembléia anual da Associação Italiana da Indústria do Calçado • Brasil será sede do Congresso Mundial do Calçado |
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