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18/09/2007

Marcas brasileiras levam
design e criatividade para a GDS

Um grupo de 25 empresas brasileiras de calçados participou da 104ª edição da feira GDS/GLS – Feira Mundial de Calçados e Acessórios, que aconteceu de 14 a 16 de setembro, em Düsseldorf/Alemanha.

Segundo os expositores brasileiros, a moda criativa foi um dos fatores mais importantes para o fechamento de pedidos durante a feira alemã. A desvalorização do dólar frente ao real foi compensada com coleções vibrantes e criativas, que apostavam em moda, visando atrair os clientes que não buscam no preço o diferencial do produto.

Cristiano Korbes, gerente de exportação da Dakota (Nova Petrópolis/RS), destaca que o que vai diferenciar o calçado no mundo é a estratégia que cada empresa usará para que o produto deixe de ser uma commodity.

“Umas passarão a produzir moda, com marcas fortes, outras vão brigar por preço e rentabilidade menor. A Dakota optou pela primeira opção e, na GDS, dividiu seu estande de acordo com as linhas e seus públicos. De um lado, a marca Kolosh, destinada a grandes volumes e preço intermediário, no outro, a coleção Tanara, voltada para a moda”, conta Cristiano Korbes.

A Pampili (Birigüi/SP), também seguiu o conceito da diferenciação. Usou o tema Brasilidade para criar uma modelagem colorida e com mistura de materiais, como fitas, flores, crochê, bordados e rendas. "Esta concepção foi muito bem aceita pelos clientes. Acredito que a Pampili fez seu dever de casa", comenta Silvana Rodrigues, responsável pelas vendas na Europa e África.

Tendo o Oriente Médio e América Latina como principais mercados, a Pampili tem distribuição em 50 países e vende somente com marca própria. "A competitividade está na flexibilidade e criatividade", ressalta Silvana Rodrigues.

A simplificação do processo produtivo dos calçados através da tecnologia é uma das armas da Azaléia (Parobé/RS), para se manter no concorrido mercado de grandes volumes. "Temos que investir cada vez mais no aprimoramento tecnológico e de materiais", comenta Claudiomiro de Vargas Gregório, gerente de exportação da Azaléia. A empresa é a única no mundo que domina o processo que dá acabamento ao EVA, permitindo que o solado seja enfeitado em alto relevo.

A Azaléia está num processo de avaliação de mercados, buscando os que são de oportunidade e os que têm foco. Atualmente, a América Latina é o principal destino das exportações da empresa, que mantém estrutura própria na Colômbia, Chile, Peru e Estados Unidos. Na GDS, a Azaléia mostrou apenas a coleção feminina, formada pelas marcas Azaléia, A/Z e Dijean.

A Piccadilly (Igrejinha/RS) é especializada na produção de calçados em materiais sintéticos e, ao longo dos anos, aprimorou a tecnologia, voltando-se para o segmento de conforto. A opção por esta estratégia vem mantendo a empresa no concorrido mercado de materiais alternativos, hoje praticamente dominado pelos chineses. "Eles não têm como fazer o tipo de calçado que a Piccadilly produz", define Felippe Fleck, do departamento de exportação da Target Export, empresa que representa a marca no exterior.

A tecnologia especial, chamada Superconforto, agrega valor às coleções, que hoje atingem 80 países. A qualidade que a empresa oferece fidelizou os compradores e vamos fechar o ano com saldo positivo nas exportações", destaca Fleck. A Piccadilly exporta 30% de uma produção de 40 mil pares/dia.

Para participar da GDS/GLS os industriais brasileiros contaram com o apoio financeiro da Apex, através da Abicalçados.

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