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10/07/2008

Argentina apresenta calçados a lojistas brasileiros


Dirigentes da Câmara da Indústria de Calçados da Argentina com Marconi Leonel Matias dos Santos, presidente da Ablac

A Argentina, terceiro maior destino das exportações brasileiras de calçados, com 18,2 milhões de pares adquiridos em 2007, pretende vender sapatos masculinos, sapatos e botas femininos e sapatênis, entre outros produtos, para o Brasil.

O primeiro passo neste sentido foi dado no último dia 2, quando dirigentes da Câmara da Indústria de Calçados da Argentina (CIC) reuniram-se com lojistas em São Paulo. No encontro, foram apresentadas as novas condições comerciais e de produtos das indústrias argentinas, que vêm se reformulando e ampliando a produção. O volume fabricado já ultrapassa a casa de 100 milhões de pares ao ano e parte dele é exportada a países do primeiro mundo, inclusive à Itália.

Alguns atrativos do calçado argentino despertaram a atenção dos lojistas presentes, entre eles a variedade de opções e a qualidade dos produtos, feitos 100% em couro. Além destes fatores, os negócios podem ser facilitados pelo fato do comércio de calçados entre os dois países ser isento de tarifa de importação devido ao acordo do Mercosul. A proximidade geográfica é outro ponto favorável, pois implica em baixo custo de frete para envio de produtos ao Brasil.

A Argentina produziu em 2007 cerca de 90 milhões de pares, dos quais 3 milhões foram exportados a países como Portugal, Espanha, Itália, Estados Unidos e Chile. “A previsão para 2008 é de produzirmos cerca de 102 milhões de pares”, destaca Alberto Sellaro, presidente da CIC, que esteve presente ao encontro em São Paulo juntamente com seis diretores da entidade. A CIC representa cerca de 80% das fábricas argentinas, que estão localizadas, em sua maioria, na Grande Buenos Aires.

Exportações à Argentina crescem
De acordo com a Abicalçados, o Brasil exportou para a Argentina 18,2 milhões de pares em 2007, que renderam US$ 166,26 milhões. Neste ano, de janeiro a maio, os embarques totalizaram 4,34 milhões de pares, com uma receita de US$ 68,09 milhões, 8,7% superior à de igual período de 2007. O preço médio por par exportado nos primeiros cinco meses de 2008 é de US$ 15,66.

Por Milton Grabin, de São Paulo

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