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15/07/2008
O que as entidades estão pedindo é a redução para
zero da atual alíquota de importação de 35%, cobrada pelo
Brasil, e dos 8% exigidos pela Itália. A decisão de alterar o atual
sistema será dos governos federais. “A Itália é um concorrente leal, que preza a saúde dos seus trabalhadores e o desenvolvimento sustentado”, afirmou Milton Cardoso, presidente da entidade, logo após a assinatura do documento. O vice-presidente da ANCI, Andrea Brotini, destacou que o Brasil é um mercado de muito interesse para o setor italiano, pois é um dos países que mais vem crescendo e cujo padrão de consumo tem condições de adquirir um sapato da Itália, com preço médio de 84 Euros. Outro ponto destacado foi a consolidação da presença brasileira nas feiras italianas, um exemplo é a Micam, uma das maiores feiras do mundo, onde o Brasil participa com mais de 30 empresas. Os dirigentes da ANCI e da Abicalçados ressaltaram que os países
(Itália e Brasil), continuarão defendendo suas fronteiras contra
a concorrência predatória de países como China e Vietnam.
A Itália já tem um processo de anti-dumping contra os asiáticos
e cobra deles uma tarifa de 24%. Já o Brasil quer manter os atuais 35%.
Os primeiros passos para ampliar o comércio entre os dois países
começou em janeiro, durante a Couromoda, com a visita de Vito Artioli,
presidente da ANCI. Em encontro com a imprensa, Artioli declarou o interesse em
ampliar o comércio entre os dois países. |
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