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15/07/2008

Brasil e Itália assinam acordo de intenções para o comércio bilateral


Ministro Miguel Jorge, com os dirigentes da Abicalçados, Milton Cardoso, e da ANCI, Andrea Brotini
Visando ampliar o comércio entre Brasil e Itália, no último dia 3, a Associação Italiana das Indústrias de Calçados (ANCI), e a Abicalçados assinaram um acordo de intenções. O protocolo também foi entregue ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge.

O que as entidades estão pedindo é a redução para zero da atual alíquota de importação de 35%, cobrada pelo Brasil, e dos 8% exigidos pela Itália. A decisão de alterar o atual sistema será dos governos federais.
Atualmente, a balança comercial calçadista entre os dois países não está equilibrada. O Brasil exportou, em 2007, cerca de dois milhões de pares para aquele país, enquanto o volume da Itália não chegou a 70 mil pares.

“A Itália é um concorrente leal, que preza a saúde dos seus trabalhadores e o desenvolvimento sustentado”, afirmou Milton Cardoso, presidente da entidade, logo após a assinatura do documento.

O vice-presidente da ANCI, Andrea Brotini, destacou que o Brasil é um mercado de muito interesse para o setor italiano, pois é um dos países que mais vem crescendo e cujo padrão de consumo tem condições de adquirir um sapato da Itália, com preço médio de 84 Euros.

Outro ponto destacado foi a consolidação da presença brasileira nas feiras italianas, um exemplo é a Micam, uma das maiores feiras do mundo, onde o Brasil participa com mais de 30 empresas.

Os dirigentes da ANCI e da Abicalçados ressaltaram que os países (Itália e Brasil), continuarão defendendo suas fronteiras contra a concorrência predatória de países como China e Vietnam. A Itália já tem um processo de anti-dumping contra os asiáticos e cobra deles uma tarifa de 24%. Já o Brasil quer manter os atuais 35%.
Na avaliação de Milton Cardoso, a ampliação do comércio bilateral não será benéfica apenas para as empresas, mas também para o consumidor final, que terá à sua disposição calçados de maior valor agregado.

Os primeiros passos para ampliar o comércio entre os dois países começou em janeiro, durante a Couromoda, com a visita de Vito Artioli, presidente da ANCI. Em encontro com a imprensa, Artioli declarou o interesse em ampliar o comércio entre os dois países.
Para o presidente da Couromoda, Francisco Santos, este acordo se torna interessante na medida que os europeus vendam para o Brasil produtos de moda a um preço médio que seja interessante para os dois países.

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