Notícias Gerais página inicial | voltar

29/07/2010

Moda brasileira uma visão contemporânea


O Seminário de Design e Tecnologia é destaque do Inspiramais – Salão de Design e Inovação das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos – que acontece essa semana em São Paulo.

O tema “Moda brasileira uma visão contemporânea” abriu o ciclo de palestras na manhã do dia 28 de julho. Para discutir essa questão, o evento trouxe para a primeira apresentação o italiano Francesco Morace, que abordou o DNA Brasileiro.

Morace possui um significativo know-how como consultor estratégico de empresas italianas e internacionais. Além disso, é presidente do Future Concept Lab – um instituto avançado de pesquisa de tendências de consumo e consultoria estratégica, com sede em Milão e com atividades na Europa, América do Norte, América do Sul e Ásia.

O consultor iniciou sua palestra enfatizando que o Brasil vive um bom momento. “O país está em crescimento e não conheceu a crise como os outros. Mas precisa ir além e valorizar suas particularidades na moda. Não deve imitar as tendências italianas e francesas, é necessário ter coragem para criar uma identidade e assim trilhar o próprio caminho. O Brasil torna-se atrativo quando trabalha com influências locais. Vocês são um país jovem e que tem tudo para estar no foco do mundo nos próximos anos”, afirmou.
Para Morace, o Brasil é um país com alto grau de linguagens expressivas e de seu intercâmbio sai um grande estimulo criativo. “Ética e estética são fatores importantes que devem ser trabalhados”.

O especialista ressaltou que a moda ainda é refém do calendário. “Esse setor trabalha com duas coleções por ano, relacionadas às duas estações bem definidas, mas isso não é suficiente. É preciso inovar, aumentar o número de criações para favorecer o negócio” explicou. Durante esse processo, segundo Francesco, vale a pena investir na tendência do menos é mais. “A ideia é simplificar sem banalizar, otimizando a funcionalidade dos materiais”, complementou.

Outra informação importante, diz respeito à valorização do artesanal inclusive na indústria. “Vivemos um momento de retorno à capacidade inovadora e à versão artística do artesão. Essa dinâmica implica em tempo e em paciência, mas traz como resultado um produto diferenciado. Um caminho para colocar em prática essa tendência é investir em teoria e em prática. É preciso ativar os talentos nas escolas e nas oficinas. Os consumidores valorizam muito esse conhecimento”, ressaltou Morace.
envie este texto
para um amigo
versão para impressão