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27/08/2008

Moda é muito mais do que roupa: é um modo de viver

Para a jornalista Carol Garcia, diretora científica da Modus – Marketing e Semiótica, de São Paulo, moda é muito mais do que roupa: é um modo de viver, um jeito de encarar a vida que se expressa do carro à escova de dentes.

Para a jornalista, que participou de seminário recentemente em Novo Hamburgo/RS, o corpo é a primeira de todas as mídias e diz muito sobre nós. Tudo o que usamos sobre ele – roupa, jóias, celular, etc – é uma espécie de amplificação desta mídia. As empresas sabem disso e, cada vez mais, utilizam o corpo humano como elemento de comunicação com o mercado e promoção de seus produtos.

“Diariamente, em todo o mundo, corpos ‘desfilam’ em ruas, passarelas e outros locais, transmitindo uma imagem sonora, visual ou olfativa que gera consumo. Empresas se unem a pessoas conhecidas – atrizes e esportistas, por exemplo – para fortalecer seus produtos”, diz Carol.
Como exemplo ela citou que: recentemente, por ocasião do lançamento Sex and the City, um shopping de São Paulo utilizou a imagem da atriz Sarah Jessica Parker em uma campanha para atrair consumidores, enquanto a joalheria Amsterdã Sauer lançou uma aliança de brilhantes inspirada em seu personagem no filme. “Trata-se de um aporte de valor intangível à marca ou ao produto. O objetivo é criar vínculos emocionais com o consumidor e induzi-lo a um caminho, que pode ser a sedução, a compra ou até mesmo a intimidação, em alguns casos”, completa a jornalista.

Segundo Carol Garcia, através do poder da comunicação, as marcas criam sua própria imagem, um fenômeno que pode ocorrer de formas distintas. “Enquanto a londrina Victoria Secret aposta na força da inovação, a suíça Rollex não abre mão da tradição para construir (manter) o conceito de seus produtos. Cada uma, a seu modo, destaca esta característica nas ações de comunicação que desenvolve. Outras, por sua vez, valorizam mais os fatores culturais. É o caso da grife mexicana Trista, que inspira-se na cultura urbana e na literatura daquele país para criar suas coleções e comunicar-se com o público, e de Alejandro Quesada, cuja imagem está ligada ao desenvolvimento de produtos muito coloridos e com grande presença de bordados”, completa a jornalista.


Por Milton Grabin, de Novo Hamburgo/RS

 
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