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| 27/08/2008
Para criar produtos com elevado conteúdo de design, é necessário ao profissional desenvolver a capacidade técnica e o amor à beleza. A afirmação é da pesquisadora e designer Dorotéia Badauy Pires, chefe do Departamento de Design da Universidade Estadual de Londrina/PR.
Conforme a pesquisadora, o olhar deve ser educado para a criação, como dizia o designer Bruno Munari. Para ela qualquer acontecimento visual é uma forma com conteúdo. Por isso, deve ser lido, interpretado e transformado em texto visual. “Para fazer isso requer habilidade, conhecimento e leitura adequada”, destaca. A designer ressalta ainda que as pessoas, preferem as informações visuais pelo seu caráter direto, o que justifica o intenso predomínio nos meios visuais de comunicação. Segundo Dorotéia, estilismo é parte reduzida do design. É importante, mas não só. A escala do design revela que a maioria das empresas não o utiliza. Outras o utilizam apenas com estilo, algumas como processo e poucas como estratégia de atuação no mercado. Investir em design é essencial para compreender as necessidades do consumidor, que se tornam cada vez mais intangíveis e espirituais, e os valores desejados, que são cada vez mais simbólicos. “O desenvolvimento do design passa a ser cada vez mais uma atividade sistêmica e menos pontual. O bom designer deve cada vez mais alargar o olhar para além de revistas, vitrines e passarelas. E compreender o design como processo e estratégia”, diz Dorotéia. O design no Brasil “No Brasil, os profissionais costumam atuar sobre o que já existe, mas sem tocar na sua essência. É como se construíssem camadas leves e transparentes sobre o mundo até fazê-lo mudar de fisionomia”, diz Dorotéia. Em outras palavras, segundo ela, sem produzir um novo estilo, os designers brasileiros anexam sabores e estilos ao que já existe. Por Milton Grabin, de Novo Hamburgo/RS |
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